sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Tarsila do Amaral, Biografia

Tarsila do Amaral 

*Biografia

  Tarsila do Amaral nasceu em 1 de setembro de 1886, no Município de Capivari, interior do Estado de São Paulo. Filha do fazendeiro José Estanislau do Amaral e de Lydia Dias de Aguiar do Amaral, passou a infância nas fazendas de seu pai. Estudou em São Paulo, no Colégio Sion e depois em Barcelona, na Espanha, onde fez seu primeiro quadro, ‘Sagrado Coração de Jesus’, em 1904.  Quando voltou, casou-se com André Teixeira Pinto, com quem teve a única filha, Dulce.




Obras - Tarsila do Amaral


Primeiros anos, 1904 – 1922

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (cópia a partir de imagem européia)


.1904, óleo sobre tela, 101,8x76 cm (P01), Coleção particular, Campinas, SP
          Primeiro quadro de Tarsila, feito quando ela estudava em Barcelona no Colégio interno, foi muito elogiado pelas freiras, e o trabalho demorou quase um ano para ser completado, pois a jovem artista já se mostrava perfeccionista. 
 
 

AUTORRETRATO (MANTEAU ROUGE)

1923, óleo sobre tela, 73x60,5 cm, (P050), Museu Nacional de Belas Artes, RJ, RJ

Em um jantar em homenagem a Santos Dumont em Paris, Tarsila chegou atrasada vestida com um casaco vermelho e causou furor entre os convidados. Além da roupa deslumbrante, sua aparência era arrebatadora. Ela fazia muito sucesso também como mulher, e eternizou este momento neste primoroso autorretrato. 
 

RETRATO DE OSWALD DE ANDRADE, 1922

óleo sobre tela, 51x42 cm, (P046), Coleção particular, SP, SP

Tarsila integrou-se ao grupo modernista em 1922 depois da Semana de Arte Moderna. A amiga Anita Malfatti apresentou-a ao grupo e logo ela e o escritor Oswald de Andrade iniciaram um romance. Este é o primeiro retrato que a artista fez de Oswald que mais tarde seria seu marido. 
 
 FIGURA (O PASSAPORTE), 1922,
 

óleo sobre tela, 61X50 cm (P041), Não localizada em 2006-2007

Esta tela foi admitida pelo Salão da Sociedade dos Artistas Franceses em 1922, um grande feito para uma artista brasileira que estava começando seus estudos em Paris. O nome Passaporte foi dado por Tarsila tempos depois, pelo significado que a obra teve por ela ter conseguido adentrar

 

 

Curiosidades Sobre a Semana da Arte Moderna de 1922

O maior marco do movimento modernista brasileiro completa 93 anos! A Semana de Arte Moderna teve início no dia 11 de fevereiro de 1922, no Theatro Municipal de São Paulo, e seus efeitos e repercussões marcaram definitivamente a arte, a arquitetura e a cultura brasileira dos anos seguintes.
A intenção dos seus organizadores era renovar e recriar uma arte genuinamente brasileira, mas, ao mesmo tempo, de acordo com as novas tendências que já estavam a todo vapor na Europa. A Semana de Arte Moderna trouxe inovações na música, na literatura, na escultura e na pintura, com nomes como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Anita Malfatti, Heitor Villa-Lobos, Tarsila do Amaral e Victor Brecheret. Por promover mudanças um tanto radicais para a época, acabou sendo alvo de críticas e polêmicas.
Capa do catálogo da exposição, desenhado por Di Cavalcanti. (Imagem: Acervo/Theatro Municipal de São Paulo)
Veja quatro fatos curiosos sobre a Semana:

1. Monteiro Lobato foi ferrenho opositor dos modernistas
As raízes do Modernismo brasileiro, e da própria Semana, vêm de um acontecimento de cinco anos antes. Em 1917, Anita Malfatti, recém-chegada da Europa, montou uma exposição com suas obras em São Paulo, considerada a primeira exposição modernista do Brasil. No dia 20 de dezembro, o escritor Monteiro Lobato publica um artigo no jornal O Estado de S. Paulo que sacudiu a sociedade e a crítica.
Com o título de “Paranoia ou mistificação?”, o artigo-bomba critica ferozmente a exposição de Malfatti, apesar de reconhecer seu talento. Ao longo do texto, ele diz que as formas distorcidas e abstratas representadas nas obras modernistas seriam fruto de “cérebros transtornados por psicoses” e defende a arte tradicional da época, dizendo que “todas as artes são regidas por princípios imutáveis”. O resultado: uma extensa briga entre defensores dos movimentos modernistas e apoiadores da arte clássica.

modernistas

Mário de Andrade (sentado, à frente), Anita Malfatti (sentada, à direita) e Zina Aita (ao lado de Anita).

2. A Semana foi financiada pela oligarquia paulista
Com o artigo de Monteiro Lobato, os autores e artistas modernistas começaram a planejar os próximos passos para a difusão do movimento no cenário brasileiro. Mário de Andrade e Oswald de Andrade, que também eram jornalistas, usavam de seu espaço nos jornais para expor o Modernismo e defendê-lo das críticas. Surgiu, então, a ideia de fazer a Semana de Arte Moderna, no suntuoso Theatro Municipal de São Paulo e no mesmo ano em que a declaração de Independência completaria 100 anos. A data escolhida foi simbólica e representaria a “segunda” independência do Brasil – mas, desta vez, no sentido artístico.
Nesse momento, o apoio da elite paulista foi fundamental. À época, em pleno auge do período das oligarquias na República Velha, a oligarquia paulista tinha interesse em tornar São Paulo uma referência em criação cultural, posto que era ocupado pelo Rio de Janeiro. Além disso, o início da efervescência paulista passou a se contrapor ao conservadorismo carioca, que era bem mais tradicional no ramo das artes e, por isso mesmo, tinha um estilo mais consolidado e conservador. Assim, a Semana de Arte Moderna foi amplamente financiada pela elite cafeeira, que tomou a frente do evento que teria projeção nacional.
obras-anita
“O homem amarelo” e “A estudante russa”, obras de Anita Malfatti que foram expostas na Semana. 

3. Era para ser uma semana, mas só durou três dias
Talvez porque a intenção fosse, de fato, experimentar e provocar mudanças, a Semana de Arte Moderna, na verdade, durou apenas três dias, alternados. O evento esteve anunciado e programado para ocorrer entre os dias 11 e 18 de fevereiro, mas o Theatro foi aberto para as exposições nos dias 13, 15 e 17.
Em cada dia, as apresentações foram divididas por tema: no dia 13, pintura e escultura; no dia 15, a literatura; e no dia 17, a música. Ironicamente, alguns dos nomes mais importantes do Modernismo não estiveram presentes na Semana. É o caso de Tarsila do Amaral, provavelmente a pintora mais conhecida do movimento, que estava em Paris, e Manuel Bandeira, que ficou doente e faltou à declamação do seu próprio poema, Os sapos, no segundo dia.

4. O público não gostou
Toda aquela modernidade não agradou o público. As pinturas e esculturas, de formas estranhas, fizeram os visitantes se perguntarem se os quadros estavam pendurados da maneira certa. Os poemas modernistas eram declamados entre vaias e gritos da plateia. Conta-se, inclusive, que no último dia o músico Heitor Villa-Lobos entrou para sua apresentação calçando sapato em um pé e chinelos no outro, o que foi considerado um desrespeito pelo público presente. Não deu outra: ele foi vaiado furiosamente. Depois, o maestro explicou que fora calçado assim porque estava com um calo no pé.
A reação dos visitantes ecoou entre os especialistas, que tratou o movimento como desimportante e retomou as críticas vorazes de Monteiro Lobato. De fato, à época, a Semana de Arte Moderna não teve tanta importância. Mas, nos anos seguintes, o evento passou a ser considerado o marco que inaugurou o Modernismo no país e provocou os efeitos sentidos em todos os aspectos da cultura brasileira.






quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Semana da Arte Moderna de 1922

       Arte Moderna é um termo que se refere às expressões artísticas surgidas no final do século XIX, que se estenderam até a metade do século XX. Os artistas buscaram o rompimento das regras na busca de um novo estilo capaz de expressar a vida  moderna. Os movimentos mais destacados são: Fauvismo, Futurismo, Cubismo,Neoplasticismo entre outros.
        O modernismo pode ser dividido em três fases: o começo é marcado pelo rompimento com os estilos anteriores, em que o radicalismo é mais presente; no segundo, o movimento já é menos radical; a geração de 45 marca a terceira fase do movimento e é composta por diferentes estilos.